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segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Novembramos

Eu amo Novembro. Essa sensação de quase Dezembro, a conclusão de tantas coisas no trabalho e na vida acadêmica, tudo se encaminhando. Tudo se fechando e eu me abrindo para o mundo. É engraçado imaginar que a nossa vida não para nem por um momento, mesmo quando parece que somos apenas o plano de fundo de alguma outra história.

Hoje tive vontade de escrever, mas achei melhor não fazer isso. Meus sentimentos me assustam, sejam os mais doces ou os mais amargos deles. Esse turbilhão sempre me resumiu, mas eu não quero mais fazer parte da tormenta. Eu quero chocolate quente, um afago e um cobertor limpo. Eu quero um banho quente num dia frio, uma boa notícia naquele dia improvável e um abraço de saudades de quem está longe de mim (em outro continente).

Novembro chegou e tantas coisas não mudam, tanta gente fazendo merda por aqui e por ali, mas tudo há de se fechar, tudo há de se concluir. Minha solidão é a minha maior força, o meu maior prazer está em vagar e ficar de boca fechada. Amigos, os poucos que restam, não fazem a menor ideia da verdade e eu não poderia me importar menos.

Somos eu e você, meu breve reflexo neste monitor.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Cheiro de papel queimado

A água ferve e a rua permanece em silêncio. Aqui dentro apenas eu, meus pensamentos e esse cheiro de papel queimado.
O desafio de hoje e traduzir, em breves linhas, aquilo que não se compreende dentro do peito. A dor, as dores, a aflição e a pressa.
Hoje, não tenho nome ou face, sou apenas o homem de feição abatida, cinza, na multidão. De longe sou invisível, pratico verdadeiras acrobacias urbanas numa triste e falha tentativa de passar batido. Não tenho parentes nem responsabilidades. Tudo o que eu tenho são histórias tristes e esse cheiro de papel queimado.
Olho para o céu e admiro a garoa querendo virar chuva. Minha boca seca, meus olhos cerrados e minha testa franzida.
Tudo isso por causa desse maldito cheiro de papel queimado.

sábado, 23 de abril de 2016

The ©lown

O palhaço.

Eu, sempre eu.

Eu e meu guardanapo. Eu e meu guarda-chuvas. Eu e meu girassol, no meu terno colorido, de sapatos exagerados e sorriso bobo.

Eu, sempre eu.

Que enxugo suas lágrimas. Que te protejo da chuva, que te presenteio, sempre bem vestido pra você, tentando te fazer sorrir, mesmo que isso custe minha dignidade.

Eu.

O palhaço.

Eu, que me preocupo demais e acabo fazendo planos para o futuro, quando tudo que você realmente precisa, é alguém que não vai te tratar bem, mas que serve para aquela hora.

Eu, sempre eu.

Que chora quando você chora, mas que chora ainda mais, quando você sorri. Porque seu sorriso pertence a outros sorrisos, nunca a este palhaço.

Eu e meu guardanapo amarelado, úmido. Eu e meu guarda-chuvas furado, enferrujado. Eu e meu girassol, caído, quase morto, no meu terno preto e branco, de sapatos furados e sorriso amarelado.

Eu, sempre eu.

Eu.

O palhaço.

No espetáculo da vida, só cumpro com meu papel.

De palhaço.

Rogerio Olanda. Débil e torpe. Cinza. Anulado.

Tão eu.

Tão... Meu. Mas nunca meu.

Só eu.

Eu.

E só.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Broken Home

Chega uma hora que nada mais importa.

E o nosso coração fica frio. Pequeno. Triste. Cheio de dúvidas.

Uma palavra sua pode mudar o meu dia.  Um sorriso seu vale a vida inteira. E é uma pena que uma atitude sua acabe com a minha vida.

Jesus, me ensina a ter mansidão. Me faz teu discípulo pelos meus erros, não pela minha santidade.

Me socorre nessa hora Pai.

Preciso se Ti.

Sê conosco Pai, no íntimo de nkssos corações. No brilho de nossas memórias. No limite da nossa existência.

Só a Tua providência me basta hoje.

Em nome de Jesus, me fiz Teu filho, através da salvação. A Tua Graça me consola.

Amém.