Tenho mania. Uma dessas, que o pessoal chama de "chata".
Tenho mania de procurar constantemente o que é melhor pra mim. Um baita absurdo.
Imagine só você, a audácia deste cidadão que vos escreve. Não consegue passar X período de tempo no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, porque tem o risco de enlouquecer, medicamente comprovado.
Deixando o laudo de lado (repita três vezes, o laudo de lado, o laudo de lado, o laudo de lado), eu tenho a capacidade de estar mais próximo da felicidade em um ambiente que precisa de ajuda, do que em um ambiente bom em que me torno irrelevante. Egocentrismo? Narcisismo? Pode até ser, não deixaria o laudo de lado (contém ironia).
Uma das minhas principais características, uma que você poderia responder com certa firmeza à pergunta "Quem é Rogério Olanda", ou, "O que faz Rogério Olanda ser Rogério Olanda", é que eu não sossego. Pedi ajuda para o ChatGPT, e minha mania tem dez potenciais adjetivos:
- Inquieto
- Ansioso
- Agitado
- Impaciente
- Energético
- Volúvel
- Tenso
- Preocupado
- Acelerado
- Intranquilo.
Esta lista de dez potenciais adjetivos me deixou com dez dúvidas:
- Será que sou apenas mais uma criança mimada?
- Onde está o coração daqueles que amo?
- Minha relevância é irrelevante?
- Minha irrelevância me torna relevante?
- Ninguém está sofrendo?
- Ninguém está incomodado?
- Ninguém tem coragem de falar nada?
- Só eu vou me mexer?
- Será que o problema sou eu?
- Será que, no final das contas, fui um filho amado?
- ..
Algumas destas perguntas parecem ser feitas apenas numa situação "apocalíptica", dessas que ninguém faz. Perguntas que parecem buscar perfeição daqueles que são indagados por ela, mas, como ficam aqueles que fazem as perguntas?
A perfeição é uma construção constante, e não um estágio ou objetivo final
Minha característica é que eu não sossego, e essa mania chata tirou muita gente da minha vida. À beira dos meus trinta e três anos (27/02/1992), me faltam palavras para descrever o que é a vida. Não tenho a pretensão de citar aqui Freud ou Nietzsche, mas a única conclusão que chego, hoje, é que, de fato, as nossas manias nos movem.