terça-feira, 20 de novembro de 2012

Days go by

Outubro passou e eu não escrevi. Novembro chegou, e eu não senti. Dezembro vem, e a angústia não vai. Não sai. Existe dentro de mim como um órgão, um dispositivo vital. É o cemitério onde eu afoguei, queimei, torturei, massacrei e assassinei todos os meus sonhos. É o meu próprio purgatório, é onde eu sento no meu trono de ossos, cruzo minhas mãos e olho ao redor. Procuro o amor, procuro a felicidade, procuro até a misericórdia, mas não encontro, porque este é um lugar de realidade, é frio e inóspito. Com um leve sorriso de canto de rosto, seguro forte as lágrimas e um breve grito de loucura me desperta da minha meditação.

Esse lugar existe.

Dentro de nós. Se você não acredita em mim, olhe para si mais uma vez.

Olhe no íntimo de seus pecados. Você verá.

Chore. Sorria. Aperte os olhos e enxugue as lágrimas.


domingo, 16 de setembro de 2012

Feliz, porque...

Ainda bem que não esperei por você. Descobri, e, finalmente, entendi que o melhor da vida, não fizemos ontem nem planejaremos para amanhã, mas o melhor da vida, com certeza, fazemos hoje.

Sem mais.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Colisento de pensação


Estive em um mundo no qual eu não pertenço e nunca deveria ter ido. Vi em seus olhos uma oportunidade que nunca existiu, e em suas palavras, um amor que nunca aconteceu. Senti no seu toque um calor que não era verdadeiro, e em seus abraços, uma falsa sensação de conforto. Declarei o amor e ouvi "um" amor. Dei muito e não recebi o bastante. Movi o mundo e não saí do lugar.

Eu te amei.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

É sempre você.


É sempre você. É sempre você que faz eu me sentir um lixo. É sempre você que me traz a alegria de viver, e pouco a pouco, vai tirando isso de mim, sugando tudo de bom que trouxe pra me deixar pior. É sempre você com quem eu me preocupo, com quem eu prezo, com quem eu quero estar, mas é sempre você que me rejeita, que me arranca o coração e nem se importa com isso. É sempre você. Sempre.

16:51 - Whirlpool

domingo, 12 de agosto de 2012

Meu. (Eu)

Sempre que começo a pensar na vida, lembro que tenho um blog. Posso escrever. Posso ser livre. Posso voar. Imagino um horizonte de céu límpido e azul claro, com poucas nuvens e uma claridade intensa do Sol, que tanto amo.

Sou um pássaro. Voo. Voo sem medo, o ar entra por minhas narinas e me completam. O buraco, o vazio, o manchado, o obscuro se oprime, se miniminiza e se define. Me sinto completo. Mas... paro de voar. Paro de planar. Minhas asas se sentem pesadas, minha cabeça tonta e minhas costas, dor. Meus olhos se fecham, e eu caio. Caio, despenco de uma altura inimaginável. A volta, o retorno, a primeira batida das asas é simples, basta querer.

E eu quero? Prefiro morrer, pra saber que vivi, ou prefiro viver, pra saber que não estou morto? O tempo corre. Eu não consigo tomar uma decisão. Continuo em queda livre, já consigo ver o verde do solo e o azul da lagoa. Parece que minha decisão está tomada... (Arrepio)

Acordo às seis da manhã e penso.

Prefiro morrer em tributo à beleza da vida, ou continuo a viver em doses homeopáticas para saber que a morte vem?... Não consigo decidir. Camisa preta ou pólo vermelha? Jeans ou sarja? Tênis ou sapato?

Continuar a ser patético ou tomar uma atitude?

...

..

.

Tomar uma atitude.