terça-feira, 5 de junho de 2012

Bipolaridade - Texto 1


Primeiro de Junho de dois mil e doze. 16:20. Sexta-feira, Térreo Superior da UNIP Anchieta.

Mais uma vez a vontade de escrever me assola. Gosto disso, pois sei que tudo que é transmitido para o papel vem de mim, e é único. Meus erros. Meu eu. 

Não sei se isso é bom ou ótimo. Peço a Deus que me ajude a discernir o serto do ehado. Hah. Sarcasmo. Quase imperceptível. Enfim.

Minha mão já dói. Sente cansaço. Percebo que o tempo está ficando mais curto. Mais uma vez: Não se esqueça que hoje está mais perto de amanhã do que ontem. Poucos entendem essa minha filosofia. 

Só observo minha mão escrever palavras no caderno, e eu nem as mentalizo. É uma conversa entre a cabeça (razão) e a mão (sentimento), e quando eu perco o foco, o sentimento se vai e a mão começa a ser guiada.

Imagino o Rogerio Olanda de 50 anos. Será que ele existe (existia ou vai existir)? Será que ele vai saber das coisas que nós sabemos, que vai lembrar desses textos e estes sentimentos?

Casado? Filhos? Casa? Carro? Não... Meu peito se amarga, a boca saliva, os olhos lacrimejam e a cabeça ... ela se mantém sem choro. 

Merda. 

O sangue volta a fluir, e a respiração também. 

E os sentimentos?

Doem.

Postado ao som de Trivium - Unrepentant

Cabeça. Mente. Mente pra cabeça.

Acordei. Olhos saltados e ressecados dentro das pálpebras, desconfortante. Abro os olhos, e o primeiro raio de Sol me dá bom dia. Vem fundo na alma, projeta esperança para o coração de que um novo dia nasceu.

Não melhor, nem pior, apenas um novo dia que seja diferente. Onde as ruas se encham por uma multidão que dá bom dia, que se preocupa com o solo que pisa. Que olha os olhos. Olhos.

Levanto com meu corpo semi-nu. Me recordo do pensamento utópico, e um sorriso tímido surge no canto da boca, enquanto entro no banheiro.

Me olho no espelho, lembro de algum comercial que vi quando era criança, e esse pensamento se dispersa quando meu corpo começa a sentir a real temperatura ambiente.

Fico nu, e penso nos moradores de rua. Nada sexualizado. Ao mesmo tempo, lembro de alguma coisa do Youtube, enquanto pulo, faço caretas, me odeio e me amo no espelho, gargalhando da minha loucura às 05:10 da manhã de um dia qualquer.

Imagino se tem alguma câmera escondida atrás do espelho, e só por precaução, passo a mão na parede para ver se não foi mexido, coisa e tal né. Lembro de tardes de videogame com meu primo e meu irmão. Penso "Como vai aquele viado do Renato? Hoje ligo pra ele". Mas eu não ligo.

Putz... 05:15. Hora do banho.

Isso foram 15 minutos sendo Rogerio Olanda.

Postado ao som de 10 Years - Half Life

Infuturo (In)certo

Meu nome é Rogerio Olanda, e hoje é dia quinze de Maio de dois mil e doze, terça-feira nublada em São Paulo. Engraçado como agimos de diferentes maneiras no decorrer dos anos. Não estou querendo ser nostálgico nem nada do tipo, mas quero abordar a mudança.

Somo Humanos, pensantes e errantes. Ano passado, nessa mesma hora e dia do mês, eu provavelmente estava fazendo hora extra na Whirlpool, pensando em que merda de matéria eu teria na faculdade, lugar que eu odiava e me sentia extremamente deslocado.

Um ano antes do ano passado, eu era aprendiz na Whirlpool e, provavelmente, estaria subindo a rua da casa da minha avó, com dor de cabeça e pensando em matar aula pra beber ou jogar xbox.

Um ano antes do ano retrasado, eu havia retornado de Brotas, feito entrevista na Whirlpool e, provavelmente, estaria bravo com meu irmão, porque queria jogar xbox, sem perspectiva nenhuma de vida aparente fora desse contexto.

No ano que vem, em 15/05/2013 às 17:47, eu gostaria de não lembrar deste texto, desta música do Green Day (Ay ay ay), e estar rodeado de pessoas interessadas em crescer profissionalmente, com dinheiro na conta, além de alguém que se preocupe comigo, e eu com ela =].

Um arrepio vai dar conta disso. Um estalo no coração assina embaixo. 18:00.

Postado ao som de Death Destruction =- Kingdome Come

domingo, 25 de março de 2012

Sem Título (19/03/2012 - 21:11)

Era uma vez um garoto. Careca, feio, sem perspectiva de mudanças, sem perspectiva de crescimento. Ele era tudo o que era, e por toda sua vida, isso bastou para que a felicidade estivesse ao seu lado. Tolo. Tolo. Mal ele sabia que um fato mudaria sua vida. Nada. O nada se tornou tudo, e ele percebeu que por toda sua vida foi um nada. Em seu círculo social ele era nada. Nada. Tão inútil quanto ele mesmo. Um nada.

Toda sua melancolia se transformou em lágrimas, e toda sua dor em marcas de idade em seu rosto. À partir deste momento, ele se tornou o que queria. Algo mais que nada, porém ninguém viu seu apelo. Ninguém ouviu seus urros de dor, ninguém ouviu a cachoeira que seu sangue formava naquela fatídica noite fria de São Paulo.

Sua vida, seus sonhos, sua luta, escorreram em um vermelho vívido por uma boca de lobo, levando suas memórias para o fundo do esgoto. Bem onde elas mereciam estar.

Assim nasceu, "viveu" e morreu. Só. "Um" nada.

Nota do Autor: Eu não gosto de postar meus textos sentimentais aqui, mas gostei tanto deste, ele realmente mostra o momento que eu me encontrava.

Boa Noite,

Rogerio Olanda

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Never Enough

Eu já sei o começo, o meio e o fim de tudo, sei as perguntas e as respostas
certas, sei os problemas e as soluções, as teorias e os conselhos, mas
mesmo assim, eu sofro.




Postado ao som de Asylum - Disturbed